Para pensar


Convergências de mídias
abril 26, 2007, 6:54 pm
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clic.jpgA Internet, em termos de jornalismo, não é apenas uma nova mídia, que serve para dar as informações com instantaneidade e com uma gama quase que infinita de conteúdo.

Este meio não agrega apenas as informações em forma de texto, como em jornais, revistas e livros. É um ponto de convergência com todas as outras formas de fazer jornalismo. Televisão, rádio e os já citados jornais podem estar juntos, num mesmo portal, como no Clic RBS.No site de jornalismo online do grupo RBS, o conteúdo das emissoras de TV e rádio da rede são colocados à disposição dos usuários, mas não para downloads. É o caso de entrevistas com políticos, jogadores e treinadores de futebol, declarações polêmicas e o que for viável, através da política editorial do grupo. A reprodução dos gols, assim como entrevistas e matérias especiais das televisões do grupo também vão para o ar.



Áudio nas ondas da Internet
abril 24, 2007, 11:20 pm
Filed under: Podcast, Web

Uma não tão nova, mas agradável ferramenta de produção de conteúdo na Internet são os podcasts, arquivos de áudio que podem ser escutados ou baixados por qualquer usuário que tenha um computador com placa de áudio e conexão com a Internet. Segundo Ana Carmen Foschini, autora do livro virtual “Conquiste a Rede – Podcast”, a nomenclatura desta ferramenta nada mais é do que uma fusão das palavras iPod, o tocador de arquivos digitais de áudio da Apple, e broadcast, que significa transmissão em inglês.

Ela destaca que o processo de criação não chega a ser tão simples como a edição de um blog ou de um flog. A tendência é que os podcasts, em pouco tempo, se tornem uma ferramenta que ganharão mais espaço na rede. “Antes de aventurar-se a produzir um podcast, é bom conhecer alguns conceitos básicos e saber mais sobre este cenário da comunicação profundamente alterado pelas novas tecnologias. Entender melhor a paisagem na qual vai tocar. Ler sobre a criação de um bom programa. Familiarizar-se com questões técnicas, algumas um tanto quanto complexas, como o RSS. É importante compreender como esse arquivo espalha o podcast pela rede. Arquivos digitais de áudio têm um jeito peculiar de caminhar pela internet”, aponta a autora na obra.

Um podcast pode ser criado por grandes redes de comunicação, como a BBC, empresas que queiram divulgar produtos ou, simplesmente – e o que é a maioria dos casos – por estudantes de comunicação ou jornalistas que buscam divulgar e difundir seus conhecimentos, seja eles através de programas de notícias, segmentados ou musicais. E o melhor de tudo para quem quer ter sua produção de áudio publicada na Internet é que os serviços são gratuitos.

Dois exemplos desta ferramenta áudio na rede são de estudantes de Jornalismo da Unisinos. Jeison Karnal, publica com freqüência programas informativos e culturais no seu podcast. Às vezes, programas estouram o limite de espaço dos servidores na rede. A opção é os editores publicarem os programas em partes ou capítulos. Leandro Luz também publica em seu podcast programas informativos, além de documentários. Ele faz de seu podcast uma versão virtual do programa de rádio semanal que tem em uma emissora comunitária de Canoas.

Softwares gratuitos de edição de áudio, como o Audacity, têm todos os recursos necessários para que um programa seja colocado no ar, inclusive com a inserção de trilhas. Ana Carmen alerta para cuidados com direitos autorais. Segundo ela, as músicas na rede também são protegidas por direitos, como nas que são gravadas em CDs.



Curtindo as mordomias da Web 2.0
abril 10, 2007, 4:39 pm
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O termo Web 2.0, segundo Tim O’Reilly, pode ser aplicado a uma estratégia de marketing. Mas na verdade podemos observar uma evolução em termos de conteúdo e serviços disponíveis na rede, de anos para cá. Estas mudanças, ou evoluções, são notáveis. Podem vir desde a nova forma de publicidade, através de links patrocinados, e não mais – apesar de ainda vermos muitos – banners chatos e piscantes. A interatividade, o controle do próprio usuário sobre o conteúdo produzido, seja ele através de texto, áudio, vídeo ou animações, é umas das tendências que já tiveram início com a Web 2.0.

Os exemplos estão bem na nossa frente e os usuários, na maioria das vezes, não se dão conta. Na publicidade, o Google AdSense, tem gerado receita para grandes organizações que dispõe de espaço na rede, como para simples blogueiros. No quesito conhecimento, há o Wikipédia. Tem também os serviços de e-mail que fornecem até 2 gigas de espaço, algo inimaginável a cera de três anos. E agora o Yahoo promete, em pouco tempo, lançar um serviço de e-mail sem limite de espaço.

BLOGS E PODCASTS
Hoje, podemos dizer que estas páginas pessoais – prefiro esse termo do que “diários virtuais”, os blogs, se encaixam perfeitamente no conceito de Web 2.0, devido a facilidade que se tem para trabalhar, com um sistema simplificado e que não requer conhecimentos específicos em programas, softwares ou linguagens, como HTML ou Javascript. E o que é melhor: sem custo aos usuários. É o caso dos provedores de hospedagem WordPress e Blogspot, este último mais um de um vasto leque de serviços gratuitos da Google. Na base do “clique a arraste” a página pode ter a cara de seu dono.

E os serviços disponíveis e qualificados, em termos de informação, não se resumem a texto, no caso dos blogs, ou vídeos, como o YouTube. Hoje, todo mundo pode, ou ter sua rádio pessoal, ou um canal onde se coloca a disposição de diversos usuários da rede, programas dos mais diversos segmentos, seja de entretenimento ou jornalísticos. Trata-se dos podcasts. Através destes espaços, o conceito de áudio tem grande difusão no mundo virtual, ou seria mundo real, tendo em vista o grande número de usuários que chega a superar o total de ouvintes de muitas emissoras de rádio? Programas de edição de áudio, como o Audacity, do tipo freeware, ajudam a difundir a cibercultura.




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