Uma não tão nova, mas agradável ferramenta de produção de conteúdo na Internet são os podcasts, arquivos de áudio que podem ser escutados ou baixados por qualquer usuário que tenha um computador com placa de áudio e conexão com a Internet. Segundo Ana Carmen Foschini, autora do livro virtual “Conquiste a Rede – Podcast”, a nomenclatura desta ferramenta nada mais é do que uma fusão das palavras iPod, o tocador de arquivos digitais de áudio da Apple, e broadcast, que significa transmissão em inglês.
Ela destaca que o processo de criação não chega a ser tão simples como a edição de um blog ou de um flog. A tendência é que os podcasts, em pouco tempo, se tornem uma ferramenta que ganharão mais espaço na rede. “Antes de aventurar-se a produzir um podcast, é bom conhecer alguns conceitos básicos e saber mais sobre este cenário da comunicação profundamente alterado pelas novas tecnologias. Entender melhor a paisagem na qual vai tocar. Ler sobre a criação de um bom programa. Familiarizar-se com questões técnicas, algumas um tanto quanto complexas, como o RSS. É importante compreender como esse arquivo espalha o podcast pela rede. Arquivos digitais de áudio têm um jeito peculiar de caminhar pela internet”, aponta a autora na obra.
Um podcast pode ser criado por grandes redes de comunicação, como a BBC, empresas que queiram divulgar produtos ou, simplesmente – e o que é a maioria dos casos – por estudantes de comunicação ou jornalistas que buscam divulgar e difundir seus conhecimentos, seja eles através de programas de notícias, segmentados ou musicais. E o melhor de tudo para quem quer ter sua produção de áudio publicada na Internet é que os serviços são gratuitos.
Dois exemplos desta ferramenta áudio na rede são de estudantes de Jornalismo da Unisinos. Jeison Karnal, publica com freqüência programas informativos e culturais no seu podcast. Às vezes, programas estouram o limite de espaço dos servidores na rede. A opção é os editores publicarem os programas em partes ou capítulos. Leandro Luz também publica em seu podcast programas informativos, além de documentários. Ele faz de seu podcast uma versão virtual do programa de rádio semanal que tem em uma emissora comunitária de Canoas.
Softwares gratuitos de edição de áudio, como o Audacity, têm todos os recursos necessários para que um programa seja colocado no ar, inclusive com a inserção de trilhas. Ana Carmen alerta para cuidados com direitos autorais. Segundo ela, as músicas na rede também são protegidas por direitos, como nas que são gravadas em CDs.
Filed under: Web
A Cibercultura é, de acordo com a Wikipédia, o espaço de comunicação mais flexível aos encontrados em outras mídias. Com a Internet ocupando os espaços das chamadas mídias tradicionais, seja através do YouTube, Podcast ou blogs, a tendência é que músicas, livros e filmes sejam produzidos em grande escala para a rede.
No Brasil, a distribuição de músicas através do compartilhamento de arquivos atrai muitos internautas. Programas como Emule, Kazaa e Shereaza são ilegais e seus usuários estão sujeitos a penas. Mas a situação está mudando. Um exemplo é a gravadora Free Records, que não apenas lançará seus artistas no formato mp3, mas também fará isso totalmente de graça, concedendo licenças públicas aos internautas. Com isso, os usuários poderão baixar livremente o conteúdo da gravadora, fazer cópias, transferir, e usá-lo para qualquer fim, desde não seja comercial.
Na literatura não é diferente. Os e-books, livros em formato digital que podem ser lidos em computadores, MP3 players e telefones celulares, estão se expandindo, mas ainda não são uma ameaça ao livro tradicional. Mas os livros em formatos digitais também precisam desta licença.
O Ciberespaço também retrata o cinema. Assim como na música, produções podem ser baixadas pelos compartilhadores de arquivos. Óbvio que de forma ilegal. As licenças para produções na Internet também podem ser adquiridas, mas nem todos os cineastas que produzem conteúdo para a rede sabem disso q acabam disponibilizando suas produções nos Emules da vida. Enquanto isso, o YouTube serve de vitrine para novas produções, como esta que retrata o ambiente cibercultural.